Dando
uma pausa nas aventuras da serie “Os estagiários”, remeto-me aos dias de hoje.
No momento em que escrevo agora, tem gente perdendo o sono por que não fiquei
rico, enquanto estou muito feliz por que jantei. Tenho um lar, agasalhos pra
esse friozinho gostoso de Campina Grande, eu e minha família estamos com saúde
e estou dando cada passo a seu tempo. Não posso atropelar minha própria
história.
Meu
chevete, que assim como eu, já foi humilhado, mas continua como eu: Firme e
forte. Enfrentando uma batalha nova a cada dia. E vai continuar comigo por
muito tempo ainda, matando os pobres que se preocupam até com isso.
Eu vou viver assim. Cada dia com sua história a ser contada. Cada passo com a
certeza de que estou fazendo minha parte, ao meu modo, mas estou. Se alguém
discorda disso, é por que não sabe nada de minha vida, de minha história, não sabe dos meus
motivos e tem tempo suficiente para se preocupar com a vida que me pertence. Eu
como não tenho esse tempo todo, vou dormir agora, que hoje, já é amanhã. E
amanhã logo cedo parto para mais uma batalha. Eu e meu chevete...
Francisco
Trajano

Este é o Trajano que eu conheço...
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