terça-feira, 16 de julho de 2013

Técnico em Informática



Reestruturada a equipe na nova morada, partimos para as cobranças na empresa. Com a saída de Juliane e a demissão do técnico do laboratório de informática, assumi ainda como estagiário, o setor de tecnologia da informação sozinho. Agora não teria mais a quem recorrer muito. Era eu e eles. Os tais computadores que eu tanto queria trabalhar, agora começavam a se multiplicar junto com seus problemas na fábrica e todos sobre minha responsabilidade.

Os desafios só aumentavam. E eu alí, firme e forte enfrentando todos eles sem pestanejar. Um técnico em eletromecânica e curioso de informática, tinha a sua frente agora a oportunidade de desenvolver um trabalho na área que tanto queria. Só não seria fácil. Mas coisa fácil demais não presta mesmo. Foi quando o gerente me chamou na sala dele, pensei comigo: Ou me demite hoje ou vai me contratar. Até que enfim. Será?

- Você está preparado para assumir o setor de TI da empresa?

- Aceito o desafio, mas preciso de sua ajuda para isso.

- Em que sentido?

- Estou esperando minha efetivação, sou estagiário ainda lembra? E tem mais, preciso de um curso de aperfeiçoamento para encarar as novas tarefas.

- A efetivação, estarei resolvendo nos próximos dias e quanto ao curso, procure a amanhã no centro da cidade um que atenda sua necessidade, traga o orçamento e faremos o possível para você iniciar o quanto antes.

O que era para ser um estágio de seis meses acabou durando onze meses. Em alguns dias depois da conversa, não com a remuneração que eu esperava mais fui contratado como técnico. O importante no momento foi sair da quase infinita condição de estagiário. Consegui um curso muito bom de técnico em hardware conforme mandaram e realizei para aquele momento um sonho: Tornei-me um efetivo técnico em informática de uma empresa de grande porte. Adeus mecânica de máquinas pesadas. Eu agora estava onde mais queria, no meio dos computadores.

A versão do Windows era 95, mas o futuro já batia a porta. Instalei a primeira licença de Windows 98 e já se falava em compartilhamento de dados e recursos entre máquinas. Aproveitei o embalo e na sequência, fiz um curso de rede de computadores que estava sendo oferecido na cidade também. E assim começamos a lançar os famosos cabos azuis e aos poucos ir interligando os vinte e cinco computadores que tinham na fábrica.

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