Alguns
episódios acontecidos durante a luta do estágio tenham sido eles dentro ou fora
da empresa, eu acabei deixando de falar até pra não envolver nomes de pessoas
sem a autorização das mesmas. Só que hoje recebi uma ligação de um dos “heróis”
desse período bom de nossas vidas me pedindo que contasse alguns acontecimentos
que fizeram partes desses dias e que renderiam boas postagens. A pessoa que me
ligou foi Elivaldino Clementino, o mais levado dos cinco e conhecido de outras
postagens. Durante a conversa ele inclusive falou que o nome dele podia aparecer
em quantas postagens eu fizesse sem problema algum.
Então
a pedido de meu amigo, vamos quebrar um pouco a cronologia dos fatos e voltar a
época do pensionato da Rua Rui Barbosa. Estávamos lá os cinco. E num acordo
feito com a proprietária, em dias alternados, cada um lavava sua roupa até pra
não congestionar os varais que eram poucos e tinha que deixar espaço para os
outros hóspedes também. Depois de alguns dias ela queria inclusive empatar de
lavar roupa pra reduzir o consumo de água, ver se pode! E aí começa a queda de
braço. De um lado a velha deixando de cumprir os acordos feitos quando foi pra
gente entrar lá, do outro, não tínhamos muitas opções, o jeito era reclamar e
tentando ficar mais alguns dias por alí.
E
naquele dia de Elivaldino lavar as roupas dele veio à confusão. Após lavar
todas as roupas sujas a noite quando chegava do trabalho, ele as deixou em
baldes de molho (como de costume) e no dia seguinte antes de sair pra empresa,
espremia e as deixava no varal para retirar no final da tarde quando chegasse
do trabalho. Essas duas fases citadas foram concluídas com sucesso. Só que
nesse dia, foi um daqueles “dias de Campina Grande”, pouco sol, chuva fina
durante quase todo o dia e o filósofo Márcio dizia que se quisesse que chovesse
era só sair sem guarda-chuvas – ô homem pessimista rs. Mas voltemos ao personagem
principal de hoje. Quando chegamos da fábrica, fomos direto ao terraço dos
fundos para discutir sobre os acontecimentos do dia no trabalho e veio à
primeira percepção: A roupa de Elivaldino não estava mais no varal.
Chegando
ao quarto, todas as roupas estavam em cima da cama. Pelo visto não era tão ruim
assim, alguém guardou as roupas para ele. Foi engano quando pensamos ter sido
algo bom. Quando foi guardar as roupas, ele viu que estavam molhadas ainda,
pois foram tiradas antes de secar para dar espaço para outras pessoas. E não
parava por aí. Já PUTO da vida e se preparando para ir tirar satisfação com a
dona do pensionato, Elivaldino identifica várias cuecas de outro hóspede
embaralhadas junto com sua roupa. A janela do nosso quarto ficava de frente com
uma lanchonete bem famosa daquela rua, a hoje já extinta Coffee Cake e nesse
horário de fim de tarde para a noite tinha um movimento considerável inclusive
com uma fila de carros estacionados na lateral do pensionato. Sem pensar duas
vezes, Elivaldino arremessou as cuecas pela janela. Foi bandeirola de toda cor
se espalhando pela rua.
O
filho da velha, um cara metido a playboy, vinha chegando nesse instante e pode
acompanhar a chuva de cuecas que fora caindo sobre os carros e na rua. Esse deu
um grito pela mãe e protestou dizendo: Tá vendo só as qualidades que a senhora
arruma pra morar aqui? A velha como principal culpada no que chamados de: “O
episódio das cuecas”, não teve outra alternativa se não ir catar as cuecas e
procurar o verdadeiro dono posteriormente para não irritar mais um hospede! Seu
“Biu” só ficava olhando da portaria enquanto fumava mais um cigarro.
Taí
Elivaldino, o episódio das cuecas foi registrado. Depois estarei escrevendo
mais alguns das sugestões feitas. Aceito mais sugestões!
Francisco
Trajano

Essa "trajaniada" de hoje foi demais...
ResponderExcluir