sábado, 22 de junho de 2013

O episódio das Cuecas



Alguns episódios acontecidos durante a luta do estágio tenham sido eles dentro ou fora da empresa, eu acabei deixando de falar até pra não envolver nomes de pessoas sem a autorização das mesmas. Só que hoje recebi uma ligação de um dos “heróis” desse período bom de nossas vidas me pedindo que contasse alguns acontecimentos que fizeram partes desses dias e que renderiam boas postagens. A pessoa que me ligou foi Elivaldino Clementino, o mais levado dos cinco e conhecido de outras postagens. Durante a conversa ele inclusive falou que o nome dele podia aparecer em quantas postagens eu fizesse sem problema algum.

Então a pedido de meu amigo, vamos quebrar um pouco a cronologia dos fatos e voltar a época do pensionato da Rua Rui Barbosa. Estávamos lá os cinco. E num acordo feito com a proprietária, em dias alternados, cada um lavava sua roupa até pra não congestionar os varais que eram poucos e tinha que deixar espaço para os outros hóspedes também. Depois de alguns dias ela queria inclusive empatar de lavar roupa pra reduzir o consumo de água, ver se pode! E aí começa a queda de braço. De um lado a velha deixando de cumprir os acordos feitos quando foi pra gente entrar lá, do outro, não tínhamos muitas opções, o jeito era reclamar e tentando ficar mais alguns dias por alí.

E naquele dia de Elivaldino lavar as roupas dele veio à confusão. Após lavar todas as roupas sujas a noite quando chegava do trabalho, ele as deixou em baldes de molho (como de costume) e no dia seguinte antes de sair pra empresa, espremia e as deixava no varal para retirar no final da tarde quando chegasse do trabalho. Essas duas fases citadas foram concluídas com sucesso. Só que nesse dia, foi um daqueles “dias de Campina Grande”, pouco sol, chuva fina durante quase todo o dia e o filósofo Márcio dizia que se quisesse que chovesse era só sair sem guarda-chuvas – ô homem pessimista rs. Mas voltemos ao personagem principal de hoje. Quando chegamos da fábrica, fomos direto ao terraço dos fundos para discutir sobre os acontecimentos do dia no trabalho e veio à primeira percepção: A roupa de Elivaldino não estava mais no varal.

Chegando ao quarto, todas as roupas estavam em cima da cama. Pelo visto não era tão ruim assim, alguém guardou as roupas para ele. Foi engano quando pensamos ter sido algo bom. Quando foi guardar as roupas, ele viu que estavam molhadas ainda, pois foram tiradas antes de secar para dar espaço para outras pessoas. E não parava por aí. Já PUTO da vida e se preparando para ir tirar satisfação com a dona do pensionato, Elivaldino identifica várias cuecas de outro hóspede embaralhadas junto com sua roupa. A janela do nosso quarto ficava de frente com uma lanchonete bem famosa daquela rua, a hoje já extinta Coffee Cake e nesse horário de fim de tarde para a noite tinha um movimento considerável inclusive com uma fila de carros estacionados na lateral do pensionato. Sem pensar duas vezes, Elivaldino arremessou as cuecas pela janela. Foi bandeirola de toda cor se espalhando pela rua.

O filho da velha, um cara metido a playboy, vinha chegando nesse instante e pode acompanhar a chuva de cuecas que fora caindo sobre os carros e na rua. Esse deu um grito pela mãe e protestou dizendo: Tá vendo só as qualidades que a senhora arruma pra morar aqui? A velha como principal culpada no que chamados de: “O episódio das cuecas”, não teve outra alternativa se não ir catar as cuecas e procurar o verdadeiro dono posteriormente para não irritar mais um hospede! Seu “Biu” só ficava olhando da portaria enquanto fumava mais um cigarro.

Taí Elivaldino, o episódio das cuecas foi registrado. Depois estarei escrevendo mais alguns das sugestões feitas. Aceito mais sugestões!


Francisco Trajano

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