quarta-feira, 26 de junho de 2013

Faltou Gás, sobrou jaca!


Reporto-me novamente a um capítulo que quebra a cronologia dos fatos. Quando ainda estávamos na formação original dos cinco sobreviventes do estágio, recebemos uma visita. Tratava-se de um namorado de Juliane, também conhecido nosso da época de escola técnica. O cara era gente boa. Mesmo assim, ele não podia ficar de fora das armações de Elivaldino.
Com a chegada da visita no apartamento da Praça Félix Araújo, Juliane, a mais interessada em impressionar o visitante, cuidou da arrumação do ambiente e ainda pediu que deixassem por conta dela o jantar daquele dia. O costume era que houvesse um revezamento na cozinha, mas o padrão foi quebrado para atender a solicitação. E numa tentativa de fazer algo diferente, Juliane exagerou em alguns condimentos e justo no que o cara tinha alergia. Logo que começou a comer, ele passou a espirar que quase num para mais. Márcio para não perder a oportunidade de abrir uma discursão com Juliane comenta: Assim você perde o jantar e o casamento minha filha!
Passado o primeiro momento da estadia, no dia seguinte deixamos o hóspede no apartamento e fomos ao nosso shopping favorito de domingo, a feira da prata. Na volta, aguardávamos Elivaldino em um posto de gasolina na esquina da feira para comprar o gás de cozinha que havia acabado justo naquele dia. Eis que surge o indivíduo com uma enorme jaca nas costas e com a notícia de que tinha “descompletado” o dinheiro do gás. Mesmo assim pedimos que o gás fosse entregue. Seguindo a caminho de casa eu e Márcio (pra variar reclamando) com algumas sacolas, o funcionário do posto com o botijão de gás em um carro de mão nos acompanhando e Elivaldino com a jaca.
Ao chegarmos em frente a praça, avistamos nossos colega visitante escorado na entrada do prédio olhando o movimento da rua sem nem imaginar o que o aguardava. Assim que o viu, Elivaldino comentou com o entregador de gás: Tá vendo aquele cara na porta do prédio? Cobre o que falta pra ele, ele também esta morando conosco. Ao chegar là, sem pensar duas vezes o funcionário abordou o sujeito: Sr. Pediram que lhe cobrasse metade do valor do gás. Para não fazer feio na casa da namorada, satisfeito ou não, ele meteu a mão no bolso e custeou a despesa. Prometemos devolver pra ele o valor depois, coisa que ele espera até hoje rs. Difícil mesmo é visitar estagiários e sair sem pagar nada.
A jaca foi outro fator decisivo na visita. Como praticamente só quem comia jaca era Elivaldino e não tínhamos geladeira naquele tempo, àquela jaca enorme ficou aberta no chão por três dias e impregnou um cheiro forte pelo apartamento que mesmo depois de jogar fora o resto e lavar o piso, aquilo permanecia. Isso espanta mais visita do que a simpatia de colocar vassoura atrás de porta. Resultado, com o tratamento dados pelos anfitriões, não há visitante que aguente e nosso amigo pegou o caminho de volta para o sertão.
E esse cabra safado que é o Elivaldino ainda fica me ligando para que eu não esqueça de contar suas presepadas... rsrs.


Francisco Trajano 

Nenhum comentário:

Postar um comentário